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LAVADEIRAS DE PALMÓPOLIS

PALPOLIS É ARTE

Que saudade de Bananeira (Palmópolis)!

Terra onde nasci e de onde saí, em plena efervescência de 1964.

Meu pai resolveu morar na capital. Com a sua costura, os alinhavos e bordados de minha mãe,

na Galeria do Ouvidor e no Edifício Maletta, durante muitos anos, nos sustentou.

Atualmente, leva horas costurando! Noites e dias pai Amadeu (Deuzin) costura: sem agulha, sem máquina, sem linha.

Lembra-nos o curta finlandês "O Último Tricotar" (The Last Knit), de Laura Neuvonem,

com importantes e estranhas diferenças:

O ato de costurar é visível, porém os instrumentos são invisíveis.

A conclusão da obra só é visível aos olhos de meu pai.

Uma das escolas da terra que tanto amamos promove shows de cultura.

Na foto, detalhe da dança das lavadeiras, que batem nas pedras as roupas feitas pelas costureiras.

E, mesmo com tanta riqueza, há artigos publicados na mídia (2013 e 2014)

que citaram Palmópolis como uma das cidades de mais baixo IDH de Minas Gerais.

Pode isso, caros/as conterrâneos/as?!

Uma linha puxa outra...

Parabéns às primas, tias,... Enfim, parabéns a toda comunidade!

Modesta Trindade Theodoro / Julho 2015

 

HOMENAGEM ÀS LAVADEIRAS DE PALMÓPOLIS

Foto: Marlene Trindade

"Não tenho culpa do que se passava, chovia muito forte e a cachoeira transbordava[Refrão]         

Lavadeiras da Bananeira, oh lavadeiras

as roupas sobre as pedras estendiam, oh lavadeiras
                    ao ronco da cachoeira,oh..
roupas brancas com anil, oh lavadeiras.

 

D. Cecília bem disposta oh...
caprichosa que se viu,oh lavadeiras
lavava roupa o dia inteiro,oh...
e pescava nesse rio,oh lavadeiras.

 

Oh Palmópolis vc se lembra, oh lavadeiras
da grande D. Lio, oh...
ela era muito humilde, oh...
mas fazia tudo com amor, oh lavadeiras.

 

Fui descendo rio abaixo, oh lavadeiras
como desce o lambari, oh ...
lá embaixo encontrei pescando,oh...
D. Rosa tia de Tacy

 

D. Maria de Armindo, todos se lembram
era vizinha do rio, oh lavadeiras
ariava os alumínios, oh..
com areia, sabão e sem bombril
e capricho igual não se viu, oh lavadeiras.

 

 D. Mariquinhas todos se lembram, oh lavadeiras
madrugada, madrugou, oh...
sabe pra fazer o quê? Oh lavadeiras
buscar água no minador, oh lavadeiras.

 

Quem se lembra de D. Nondas, oh lavadeiras
Maria de Benvindo e Nair, oh...
lá se vinha D. Porcina, oh
lavar roupas também na cachoeira, oh lavadeiras.

 

Na hora do almoço,oh lavadeiras
todas juntavam as marmitas ,oh lavadeiras
Tinha carne e angu, oh...
que comidas saborosas, oh lavadeiras.
era alegria no rio Jucuruçu, oh lavadeiras.

 

 Mas cadê meu lenço branco, oh lavadeiras.
que dei a Benícia pra lavar, oh...
deixou descer rio abaixo, oh lavadeiras
e no fundo da casa de Agenor Gago foi pará, oh lavadeiras..."

 

Show de Talentos da E.E.Gov.Clovis Salgado



Escrito por Modesta às 09h58 AM
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